Dicas on-line de gastronomia e cultura italiana

Um dos maiores símbolos italianos é sua gastronomia. É comum em diferentes países, os hotéis fazerem receitas italianas como representação do que se chama de cozinha internacional. Entre suas particularidades, massas, molhos e claro, o vinho ideal são aspectos agradáveis que permitem a todos um momento de prazer e acesso à cultura do país da bota.

Na internet é possível encontrar vários sites com dicas de receitas, combinações de vinhos e até mesmo história das receitas. Um desses sites é o Pecadodevinho.com , gerenciado por uma paulistana residente em Milão.

O site trás receitas de pratos e molhos, discas de vinho e o mais legal: os textos podem ser lidos tanto em português como em italiano. Assim, você aproveitar para estudar a língua e aproveitar as sugestões.

Mas se a língua italiana está parecendo distante e você está aqui no Recife, venha aprender italiano com a gente.

vinho_italia

 

É Carnavale

Carnaval não é uma festa somente brasileira, claro, isso todo mundo sabe….tanto que quando se pensa em Carnaval em outros locais do mundo, não é difícil alguém citar as famosas fantasias e mascaras de Veneza. Claro, que, assim como por aqui, na terra da bota, a festa se comemora de modos diferentes. O video abaixo, mostra o Carnaval  de Bagolino, na província de Brescia, uma pequena cidade de origem medieval cujo carnaval possui mais de 500 anos de tradição.

Vejam o vídeo e confiram:

Buon Carnavale a tutti!

É carnavale anche in Italia

Hoje celebrado em várias partes do Mundo, o Carnaval ou Entrudo teve a sua origem na Europa, segundo uns nas festas em honra de Baco ou Saturno da Roma antiga, embora outros se inclinem mais para reconhecer a sua raiz nos rituais celtas pagãos que foram posteriormente regulamentados pela Igreja Católica. Do latim levare (retirar) e carne, o Carnaval marcava o fim dos prazeres carnais e era celebrado com grande liberdade de costumes, em que se podia comer e beber sem limite, nos três dias anteriores à Quaresma, período de abstinência em que só era permitido comer peixe. O Carnaval de Veneza pode ser considerado o mais importante e famoso de toda a Europa.

A sua origem, nos termos em que hoje é conhecido, remonta, segundo se pensa, ao ano de 1162, quando a então designada Repubblica Della Serenissima obteve uma importante vitória na guerra contra Ulrico, o patriarca de Aquileia, que invadiu a cidade enquanto esta estava ocupada a lutar com o Ducado de Pádua e Ferrara. Após a derrota, Ulrico teve de pagar à cidade um touro e doze porcos, que passaram, a partir de então, a fazer parte da tradição da festa da Sexta-feira Gorda, em que o mesmo número de animais era morto na Praça de S. Marcos, numa grande festa que incluía banquetes, danças, espectáculos de acrobacias, truques de magia e marionetas, entre outros.

A especificidade do Carnaval de Veneza nascia assim oficialmente das celebrações desta vitória e, como era hábito na Idade Média, mágicos, charlatães, acrobatas e saltimbancos juntavam-se ao povo, aos mercadores e à nobreza. Veneza, na época ainda uma pequena mas muito poderosa república, tinha uma acentuada característica multicultural, fruto da sua importância como centro mercantil e ponto obrigatório da passagem, tanto no actual território da Itália como nas rotas da China e do Próximo Oriente.

Esta festa continuou por muitos séculos até que no século XVII foi enriquecida em termos de música, cultura e vestuário rico e exótico. As belíssimas máscaras estiveram, durante centenas de anos, associadas à tradição e à fantasia do Carnaval e muitas delas tornaram-se famosas fazendo mesmo parte da “Commedia dell’Arte”, um tipo de teatro cómico surgido na segunda metade do século XVI, que se contrapunha ao teatro clássico rígido e formal e que imortalizou personagens como o Arlequim, a Columbina, a Pulcinella, o Doutor ou o Pantalone.

Em Veneza o Carnaval começava oficialmente com oListon delle Maschere, o caminho das máscaras, que era o passeio dado pelos habitantes que, elegantemente vestidos e usando as suas máscaras, expunham as suas riquezas em sedas e jóias. Primeiro pelo Campo de Santo Stefano e mais tarde pela Praça de S. Marcos, por este último local ser mais espaçoso, para trás e para a frente, desfilavam repetidamente até acabarem no restaurante ou no teatro. A “Bauta”, de cor branca, é considerada a máscara tradicional de Veneza, a qual permitia ao seu utente comer e beber sem a retirar, sendo usada também durante todo o ano para proteger a identidade e permitir os encontros românticos. A “Moretta”, máscara exclusivamente feminina, foi uma das mais famosas, apesar de ser segura, através de um botão, pelos dentes da frente, o que impunha às mulheres um silêncio forçado muito do apreço dos homens.
As touradas ao estilo de Pamplona, introduzidas em Veneza no século XVII, foram muito populares até ao início do século XIX. Tinham lugar desde o primeiro dia até ao último domingo de Carnaval, excepto à sexta-feira, cada dia numa parte diferente da cidade, começando logo após o almoço. Outra prática interessante era o patinar no gelo dos canais de Veneza, o que demonstra bem o tipo de condições atmosféricas desses tempos. Os espectáculos de marionetas agradavam imenso à população e eram uma forma de vender bálsamos milagrosos e o elixir da longa vida.

O Carnaval era uma excelente oportunidade para conhecer novos amores e uma das formas de fazer a corte às mulheres; era a prática de atirar ovos perfumados, cheios de água de rosas, às casas das eleitas, mas também aos espectadores, às damas da sua preferência e aos maridos destas. “Mattaccino” era o nome dado às máscaras dos jovens atiradores de ovos, ficando a ser um dos personagens típicos do Carnaval de Veneza. Estes ovos perfumados, que existiam em grande variedade, chegaram a ser grande moda e eram vendidos nas ruas pelos mercadores.
Existem hoje em Veneza cerca de dois mil fabricantes de máscaras, verdadeiras obras de arte feitas de couro, papel mâché, alumínio ou seda. Requintadas, como a maschera noble, ou absurdas, como o taraccoda Commedia Dell’Arte, são absolutamente imprescindíveis ao ambiente de ilusão feérica vivido no grande palco de personagens irreais em que Veneza se transforma durante o Carnaval. O entusiasmo e a folia continuam no Carnaval de hoje, grande atracção turística que chama à cidade um sem-número de estrangeiros que nem a inflação dos preços dos hotéis consegue desencorajar. Nas ruas, os trajes e as máscaras continuam exuberantes e magníficos e o auge da festa é atingido no fogo-de-artifício de terça-feira à noite, após o qual os ânimos desmaiam no rescaldo dos despojos do festim que ainda mantém o seu carácter sensual e pagão de celebração da Primavera.

 

Carnaval de Veneza. In Infopédia.
Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-08-24].
Disponível na www: <http://www.infopedia.pt/$carnaval-de-veneza>.

pausa para reflexão: É chagada a Semana Santa

Assim como aqui no Brasil, A Páscoa na Itália é uma festa muito importante onde se comemora a ressurreição de Jesus Cristo. Como os italianos formam uma nação muito ligada às tradições, ainda existem muitas celebrações litúrgicas que levam as pessoas às praças para comemorar. A priemira delas é a Quaresma:

A Páscoa é precedida por um período de abstinência e jejum de quarenta dias, chamado de Quaresma, que começa na Quarta-feira de Cinzas. A última semana da Quaresma é chamada de Semana Santa, quando acontecem várias celebrações e é um período dedicado ao silêncio e a contemplação. Começa com o Domingo das Palmas.

Principalmente no sul da Itália, na Sicília, ainda estão presentes várias tradições que mercem atenção. Podemos encontrar referências (em italiano) no Messaggero di Sant’Antonio:

Em Gangi, nas Madonie, a grande procissão da confraria, com os estandartes e as tradicionais casacas com as imagens dos Santos Protetores, representa ritualmente a entrada em Jerusalém.

Procissão que se conclui com um Cristo – “interpretado” por um garoto adolescente – que chega na praça central da pequena vila. Já em Trapani, existem os “mistérios”.

Nos Misteri di Trapani, um cortejo de 20 «varas» que pesam 1 tonelada, são transportadas pelos carregadores, de forma que a caminhada parece um pêndulo – a annacata -, realizada com muito esforço e suor, em troca de proteção e de afastar o mal

Na cidade de Enna se realiza uma caminhada com um Cristo que é colocado no topo de um pau muito alto, e é erguido com faixas por cem pessoas, já em Caltanissetta acontece “la real maestranza” – representada no vídeo – onde os artesão da cidade desfilam com roupas tradicionais.

Quem não pode ir até lá conferir, fica o convite para conhecer nosso continho italiano no Recife. vanha conhecer o Centro de Cultura Brasil Italia e Boa Páscoa.

Fonte: BalaVida.com

É Carnaval também na Italia

A palavra Carnaval vem do italiano carne e vale. O dialeto milanês tem “carnelevale”, de baixo latim “carnelevamen” de carne e “levamen” ação de tirar; o tempo em que se tira o uso da carne, pois o carnaval é propriamente à noite antes da quarta-feira de Cinzas.

O CARNAVAL NA ITÁLIA

O Carnaval é um período em que se é permitido todo o tipo de divertimento e quando se exagera até ao comer, certamente por causa da Quaresma, período dedicado às penitências que antecipam a Páscoa.

O Carnaval vem das famosas festas pagãs da antiga Roma, como as festas em homenagem à Saturno e em homenagem à Loba de Rômulo e Remo.

Dependendo do lugar, pode até mesmo começar logo depois do Ano Novo, da “Epifania” (6 de Janeiro), ou da “Candellora” (2 de Fevereiro) e culmina nos dia ditos “gordos”, ou seja, da Quinta-feira até a Terça que precede a Quarta-feira de Cinzas.

Por todas as partes da Itália a data é festejada com bailes, desfiles de mascarados e todos os tipos de divertimento.

Ao Carnaval estão ligadas algumas imagens características, como as máscaras, caricaturas dos rostos das pessoas e dos defeitos dos habitantes das diversas regiões da Itália. A figura de “Pulcinella”, por exemplo, com o nariz adunco e uma corcunda, vestida de branco e com uma máscarazinha preta, é típica de Nápolis, enquanto o famoso “Arlecchino” com o seu típico macacão cheio de losangos coloridos é a imagem do serviçal bobo e falante de Veneza.

Outra imagem veneziana é a de “Pantalone”, velho mercante pedante e avarento, que não desiste de seus galanteios inconvenientes feito às mocinhas; tem também a figura de “Balanzone”, de Bolonha, doutor pretensioso e conversador.

Alguns doces típicos do Carnaval italiano são “le chiacchiere” e o “cenci”

O CARNAVAL EM VIAREGGIO

O Carnaval de Viareggio nasceu em 1873, quando alguns senhores influentes da cidade decidiram organizar um domingo diferente fazendo um desfile com suas carroças enfeitadas de flores pela Via Regia, rua principal da cidade.

Na mesma ocasião, os cidadãos, que eram aqueles obrigados a pagarem mais taxas ao governo, fizeram um protesto, e mascarados, parodiaram os governantes locais.

O desfile agradou tanto aos organizadores quanto aos habitantes e assim nasce a idéia dos carros alegóricos e do humorismo irônico que seria repetida todos os anos desde então.

Viareggio tornou-se a pátria do Carnaval de rua na Itália, com seus desfiles de carros alegóricos que são uma verdadeira obra de arte e aos quais muitos habitantes de Viareggio dedicam o ano todo para preparar.

Não existem políticos, figuras públicas ou famosos de todo o mundo que não foram representados pelos bonecos gigantes, tomando vida sobre os carros alegóricos, movendo os braços, girando os olhos e a cabeça, sem esquecer da festa de confeti e serpentina feita entre as crianças e os adolescentes, divertindo ainda mais o público excitado.

Durante esse período são organizadas diversas atividades, bailes de máscaras nos clubes locais, espetáculos culturais e esportivos, como por exemplo o Torneio Internacional de Futebol disputado entre jovens que vêm de todas as partes da Europa.

A máscara oficial do Carnaval de Viareggio é o “Burlamacco”, um palhaço que tem a sua fantasia feita com o xadrez do “Arlecchino”, com o pom-pom do “Pierrot”, o cachecól branco do “Capitan Spaventa”, o chapéu vermelho como o de “Rugatino” e a capa preta de “Balanzone”.

O nome Burlamacco deriva de Buffalmacco, pintor florentino e personagem do Decamerão, mas também ligado ao sobrenome luquese Burlamacchi

CARNAVAL EM VENEZA

Voltando no tempo, o Carnaval de Veneza era um período do ano quando, atrás das máscaras, tudo era permitido; quando caíam até mesmo as barreiras sociais entre as pessoas.

A Fantasia típica era a do “baùtta”, um capuz de seda preto, uma capa e um mantelo, um chapéu de três pontas e uma máscara branca que permitia o anonimato. Seguramente um meio para entrar incógnito nos Cassinos da época.

Em 1981 se retomou a fusão entre a imagem do Carnaval e do teatro, evocando os rituais medievais e as festas pré-cristãs. Até então, o Carnaval de Veneza tinha sido igual ao carnaval das demais cidades italianas, deixando a tradição dos Séculos de Ouro da “Serenissima” na literatura e nas imagens antigas.

Assim, o Carnaval de Veneza reassumiu uma característica toda sua, muito sugestiva e fascinante. Mérito das máscaras e dos fantasmas de ouro e de seda que giram pelas vielas e pontes, o Carnaval de Veneza deu vida a um estilo de fantasia muito particular, misturando os traços medievais, renascentistas e do “Settecento” veneziano.

O CARNAVAL DE PUTIGNANO

Na cidade de Putignano em Puglia, o Carnaval, além de ser ligado à imagem dos carros alegóricos, é marcado por alguns rituais de origem popular.

A festa começa dia 26 de Dezembro com a “Festa delle Propaggini”, uma demonstração antiga e de caráter religioso, de humorismo e de sátira, cantados em versos e inspirados em eventos e personagens da cidade.

Um dos rituais mais antigos é o do “ndondaro”, rumoroso desfile de pessoas vestidas de agricultores, guerreiros e outras figuras típicas da Idade Média, que percorrem as ruas da cidade cantando e tocando instrumentos improvisados. “Ndondaro” è um termo do dialeto local ligado ao movimento da gongorra.

Na tarde da Segunda-feira, acontece a “Extrema Unção” do Carnaval, paródia do ritual religioso com a presença de padres e bispos.

Na tarde do dia seguinte, se pode assistir ao funeral do Rei Carnaval; o seu caixão é acompanhado por muitas mulheres que vão cantando e gritando e pela sua mulher que vai chorando e descrevendo as suas virtudes. Ao final da procissão, colocam fogo ao caixão e na boneca que representa o Rei Carnaval.

A máscara típica de Putignano è a “Farinella”, como o bobo da Côrte com sua roupa multicolorida e com sininhos na ponta do chapéu, dos sapatos e do colete. “Farinella” vem de uma comida muito simples dos trabalhadores rurais à base de cevada e grão-de-bico torrado.

Não nos esqueçamos dos Carnavais de Ivrea, Acireale, Massafra, e de muitos outros centros italianos, ricos de manifestações, tradição e desfiles de mascarados pelas ruas da cidade.